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Resumo – Enfermagem V2 – Bases de Nutrição e Dietoterapia Aplicadas à Enfermagem

A unidade aborda os fundamentos da nutrição humana, os tipos de dietas utilizadas em ambiente hospitalar, cuidados de enfermagem relacionados à terapia nutricional e a dietoterapia aplicada a diferentes doenças.


1. Conceitos básicos de Nutrição

A nutrição envolve os processos de ingestão, digestão, absorção, transporte, uso e excreção de nutrientes. Os alimentos fornecem os nutrientes essenciais ao funcionamento do corpo: carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais.
Outros conceitos importantes:

  • Alimentação: ato voluntário de ingerir alimentos.
  • Nutrientes: responsáveis por energia, construção de tecidos e controle metabólico.
  • Caloria e quilocaloria: unidades de energia utilizadas em nutrição.

2. Grupos de alimentos

A pirâmide alimentar organiza os alimentos em 8 grupos:

  • Construtores (proteínas): carnes, leites, ovos, leguminosas.
  • Energéticos: cereais, pães, massas, açúcares.
  • Reguladores: frutas, vegetais, água, fibras.
    Os grupos ajudam a orientar uma alimentação equilibrada.

3. Tipos de dietas hospitalares

Dietas de rotina

Indicadas para pacientes sem necessidades específicas.

  • Líquida: água, chás, caldo, gelatina; pouco esforço digestivo.
  • Leve: semilíquida (sopas, frutas macias).
  • Branda: alimentos cozidos, sem fibras.
  • Pastosa: consistência cremosa.
  • Geral: sem restrições.

Dietas especiais/terapêuticas

Usadas conforme a condição clínica:

  • Hipocalórica / para diabéticos: controle de carboidratos e açúcares.
  • Hipercalórica: aumento energético para desnutrição.
  • Obstipante (sem resíduos): indicada para diarreia.
  • Laxativa: rica em fibras.
  • Hiperproteica: mais proteínas (desnutrição).
  • Hipoproteica: menos proteínas (doenças renais).
  • Hipogordurosa: baixa gordura (doenças do fígado).
  • Hipossódica / sem sal: controle de sódio (hipertensão).

4. Nutrição enteral e parenteral

Nutrição Enteral (NE)

Administração por sonda quando há impossibilidade de ingestão oral, mas o TGI está funcional.
Cuidados de enfermagem:

  • Observar risco de broncoaspiração.
  • Evitar alimentos fluidos sem espessantes.
  • Seguir técnicas corretas de posicionamento e higiene.

Nutrição Parenteral (NP)

Nutrientes administrados via venosa quando o TGI não funciona.
Cuidados:

  • Armazenamento entre 2°C e 8°C.
  • Administração asséptica.
  • Acesso venoso exclusivo.
  • Aquecer à temperatura ambiente antes do uso.

5. Dietoterapia em doenças específicas

Doenças cardiovasculares

(hipertensão e dislipidemias)

  • Redução de gorduras saturadas e sal.
  • Aumento de fibras, ômega-3 e potássio.
  • Evitar álcool, tabagismo e sedentarismo.

Distúrbios gastrointestinais

Incluem diarreias, constipação, Crohn, fístulas.
Enfoque: equilíbrio de fibras, controle de irritativos e manutenção do estado nutricional.

Insuficiência hepática

  • Maior gasto energético e risco de carências.
  • Uso de fórmulas enterais específicas.
  • Suplementação de micronutrientes.

Diabetes mellitus

  • Controle glicêmico com fracionamento alimentar.
  • Incentivo ao consumo de fibras e carboidratos complexos.

Insuficiência renal

  • IRA: dietas hipo ou hiperproteicas conforme uso de diálise.
  • IRC: restrição de sódio, potássio e fósforo; proteínas ajustadas; energia adequada.

Desnutrição

  • Reposição progressiva de nutrientes.
  • Prevenção e tratamento de parasitoses.
  • Educação alimentar.

Obesidade

  • Redução calórica de 500–1000 kcal/dia.
  • Dieta equilibrada e manutenção a longo prazo.
  • Mudança comportamental e acompanhamento profissional.

Distúrbios mentais (anorexia e bulimia)

  • Envolvem fatores biológicos, emocionais e sociais.
  • Tratamento multidisciplinar.
  • Enfermagem monitora sinais vitais, peso, pele, ingestão e comportamentos compensatórios.

6. Higiene alimentar e segurança dos alimentos

  • Falhas de higiene podem causar intoxicações.
  • Manipuladores devem manter mãos, unhas, cabelos e vestimentas adequados.
  • Lavagem correta das mãos é fundamental para prevenção.
  • Ensinar boas práticas alimentares é essencial para a saúde, especialmente de crianças.